sábado, 21 de março de 2015


15/08/2013 12h27 - Atualizado em 15/08/2013 13h08

Descoberto novo mamífero



da família dos guaxinins na



América do Sul


Bicho parece 'cruzamento de gato com urso de pelúcia', diz instituição.
Há 35 anos, animal carnívoro não era descoberto no Hemisfério Ocidental.

Do G1, em São Paulo
Olinguito é nova espécie de mamífero encontrada na América do Sul (Foto: Mark Gurney/Divulgação)Olinguito é nova espécie de mamífero encontrada na América do Sul (Foto: Mark Gurney/Divulgação)
Artigo publicado no jornal científico “Zookeys” nesta quinta-feira (15) aponta a descoberta de uma nova espécie animal, o olinguito. Cientistas do Instituto Smithsonian, de Washington, afirmam que este é o primeiro mamífero da ordem Carnivora descoberto no Hemisfério Ocidental em 35 anos. Em nota, a instituição afirma que o bicho parece um cruzamento de "gato doméstico com urso de pelúcia".
O olinguito (Bassaricyon neblina) pertence à mesma família dos guaxinins, olingos e quatis, e pode ser encontrado na Colômbia e no Peru. O mamífero tem pelo marrom alaranjado, hábitos noturnos e gestação de um filhote por vez. Ele pertence à ordem Carnivora, mas sua principal fonte de alimen tação são as frutas.
“A descoberta do olinguito mostra que o mundo ainda não está completamente explorado e seus segredos ainda não foram revelados”, diz Kristofer Helgen, líder da pesquisa que durou aproximadamente dez anos.
Os cientistas também comentam que a descoberta não era o objetivo original do trabalho, que pretendia enumerar todas as espécies de olingo existentes no mundo. Pesquisas em catálogos de museus e testes de DNA mostraram que o olinguito tem crânio e dentes menores que os olingos, além de habitar uma área diferente.
A constatação foi seguida de uma expedição de três semanas à América do Sul para descobrir se o novo mamífero ainda existe na natureza. Os olinguitos foram encontrados nas chamadas florestas nubladas, próximas aos Andes, e os pesquisadores preocuparam-se em prestar atenção a todos os detalhes do comportamento e do habitat do animal em busca de informações sobre a espécie.
Espécie da família dos guaxinins tem hábitos noturnos (Foto: Poglayen-Neuwall/Divulgação)Espécie da família dos guaxinins tem hábitos noturnos (Foto: Poglayen-Neuwall/Divulgação)

21/03/2015 10h09 - Atualizado em 21/03/2015 14h40

Pika-de-Ili, mamífero 'fofinho' raro, é redescoberto em montanhas da China

Espécie foi descoberta em 1983 e foi vista raras vezes desde então.
Mesmo cientista que a descobriu conseguiu fotografar exemplar em 2014

Do G1, em São Paulo
  Rara foto de exemplar de pika-de-Ili foi fotografado em 2014 pelo cientista Weidong Li no noroeste da China  (Foto: Li Weidong/Wikimedia Commons)Rara foto de exemplar de pika-de-Ili foi feita em 2014 pelo cientista Weidong Li no noroeste da China (Foto: Li Weidong/Wikimedia Commons)
O cientista Weidong Li, do Instituto de Ecologia e Geografia Xinjiang, na China, descobriu por acaso uma nova espécie de mamífero em 1983: a pika-de-Ili (Ochotona iliensis). O pequeno animal, encontrado pela primeira vez na cordilheira Tian Shan, no noroeste da China, tem uma peculiar aparência de bichinho de pelúcia fofo.
Desde sua descoberta, foram raras as vezes em que o mamífero foi visto. Em 2014, durante uma expedição à cordilheira Tian Shan, o mesmo cientista que descobriu a espécie conseguiu registrar em foto uma rara aparição de um exemplar. A história do raro bichinho das montanhas e seu descobridor foi publicada na edição de março da revista "National Geographic China".
Weidong Li partiu para as monhanhas em 2014 com alguns voluntários justamente para procurar exemplares da pika-de-Ili, segundo a revista. O exemplar típico do mamífero mede cerca de 20 cm, tem orelhas grandes e pêlo acinzentado com manchas marrons.
Um artigo publicado na revista científica "Oryx" por Weidong em  2005 fala sobre o possível declínio do número de exemplares de pika-de-Ili nos locais onde o animal havia sido visto anteriormente.
Segundo o artigo, o aumento da temperatura devido ao aquecimento global pode ter contribuído para o "dramático declínio" da população da espécie. O autor recomendava que a espécie fosse classificada como ameaçada de extinção.
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sexta-feira, 20 de março de 2015


Cientistas desvendam segredo da mudança de cor dos camaleões

  • 11 março 2015
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Foto: Thinkstock
Cristais nas células cutâneas ajudam os camaleões a mudar de cor
Pesquisadores suíços descobriram como os camaleões conseguem trocar de cor: os cristais existentes dentro de suas células cutâneas se reorganizam em diferentes formas.
Acreditava-se, até então, que a famosa habilidade do camaleão vinha de coletar ou dispersar pigmentos coloridos dentro de diferentes células.
Mas a nova pesquisa afirma que a coloração mutante vem de uma seleção de cristais.
Além disso, o animal tem uma segunda camada de células, que refletem luz e parecem ajudar o animal a resfriar seu corpo.
Répteis produzem suas cores de duas formas: têm células repletas de pigmentos de cores quentes ou escuras, mas azuis mais claros e brancos vêm da luz refletida em elementos físicos, como esses cristais - são as chamadas "cores estruturais".
Essas cores também podem ser mescladas: um verde vibrante pode surgir de um azul coberto de pigmento amarelo.
Camaleões macho podem mudar completamente de cor, quando veem um parceiro em potencial ou um adversário.
Publicado no periódico Nature Communications, o estudo é uma colaboração ente físicos quânticos e biologistas da evolução na Universidade de Genebra.
Primeiro, eles perceberam que não havia células de pigmento amarelo ou vermelho que pudessem explicar as trocas de cor no animal. Os cientistas acabaram percebendo que cristais dentro de células específicas formavam padrões bastante regulares - criando cores.

Luz

"Quando você observa com olhos de físico, você sabe que isso (os cristais) terão um efeito na luz", diz um dos autores, Michel Milinkovitch.
Ele e seus colegas passaram a investigar, então, se esses cristais poderiam explicar não apenas as cores fortes do camaleão, mas as mudanças dessas cores.
Milinkovitch explica que as formas geométricas adotadas pelos cristais mudavam quando o camaleão queria, por exemplo, se exibir diante de outro macho. O efeito final é o de um "espelho seletivo".
A luz passa pelos cristais e reflete cores de acordo com a distância entre as camadas de cristais. "Se a distância entre as camadas é pequena, reflete pequenos comprimentos de onda como azul; se a distância é maior, reflete comprimentos de onda maior, como vermelho", diz Milinkovitch.
E, ao retirar uma amostra de pele, os cientistas conseguiram eles próprios alterar os formatos dos cristais: colocando-os em água salgada e tirando os fluidos dela, eles reproduziram uma mudança de cor semelhante à ocorrida nos camaleões.
Sob a camada de células com cristais geometricamente organizados, os cientistas descobriram uma camada adicional, onde as células são muito maiores e desorganizadas, capazes de melhor refletir a luz. Acredita-se que possa ter a função de refletir a luz do sol e manter baixas as temperaturas do corpo do camaleão.
E essas diferentes camadas parecem ser uma particularidade dos camaleões, não observada em outros répteis.
Milinkovitch diz que os "camaleões inventaram algo completamente novo na evolução" com essa divisão de camadas, sendo uma especializada em mudar de cor e a outra, em reduzir a quantidade de energia absorvida pelo animal.
Devi Stuart-Fox, especialista em coloração animal e professor da Universidade de Melbourne (Austrália), se disse impressionada com o estudo suíço.
"Sabemos que outros lagartos mudam de cor ao mudar o tamanho e espaço entre os cristais, mas essa pesquisa é a primeira demonstração disso em camaleões, e o faz de forma muito convincente", afirma à BBC News.

domingo, 8 de março de 2015


08/03/2015 07h43 - Atualizado em 08/03/2015 07h43

Veja 10 mulheres inventoras que revolucionaram o mundo

Invenções feitas por mulheres mudaram o rumo da ciência e tecnologia.
Criações vão desde colete à prova de balas até sistema 'pai' do Wi-Fi.

Cauê FabianoDo G1, em São Paulo
Amalie Auguste Melitta Bentz - filtro de café
Nascida na cidade de Dresden, na Alemanha, Melitta Bentz criou o primeiro filtro de café, já que coadores de pano, feitos de linho, eram bastante difíceis de serem limpos. Após fazer diversos experimentos, Amalie usou um papel filtrante colocado dentro de um recipiente de latão, que tinha um furo na parte inferior. Com o café feito mais rápido e sem resíduos do pó, a alemã foi a primeira a produzir o filtro de papel em série, obtendo a patente da invenção em junho de 1908.
Filtro de café foi inventado em 1908 pela alemã Amalie Auguste Melitta Bentz (Foto: Wikimedia Commons)Filtro de café foi inventado em 1908 pela alemã Amalie Auguste Melitta Bentz (Foto: Wikimedia Commons)
Grace Hopper - compilador
Com Ph.D em matemática pela Universidade Yale, a americana Grace Hopper se voluntariou para Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial, onde trabalhou com programação do computador Mark I. Apelidada de “Amazing Grace”, Hopper foi responsável por inventar o primeiro compilador para linguagens de programação (ferramenta que transforma o código-fonte em uma linguagem), levando à criação do COBOL (Linguagem Comum Orientada para os Negócios, em inglês), a primeira linguagem de programação voltada ao uso comercial. Grace também cunhou o termo “bug” para descrever um problema no sistema de um computador, devido a uma mariposa encontrada dentro da máquina.
Além do compilador e do COBOL, Grace Hopper foi a primeira a cunhar o termo 'bug' para se referir a um erro no sistema. À direita, uma mariposa colada a um relatório sobre o computador de cálculos Mark II (Foto: Wikimedia Commons, U.S. Naval Historical Center Online Library Photograph)Além do compilador e do COBOL, Grace Hopper foi a primeira a cunhar o termo 'bug' para se referir a um erro no sistema. À direita, uma mariposa colada a um relatório sobre o computador de cálculos Mark II (Foto: Wikimedia Commons, U.S. Naval Historical Center Online Library Photograph)
Hedy Lamarr - conexão wireless
Além de atriz de Hollywood, famosa pelo longa “Ecstasy” (1933), a austríaca naturalizada norte-americana Hedy Lamarr foi a inventora de uma tecnologia que permitia controlar torpedos à distância, durante a Segunda Guerra Mundial, alterando rapidamente os canais de frequência de rádio para que não fossem interceptados pelo inimigo. Esse conceito de transmissão acabou, mais tarde, permitindo o desenvolvimento de tecnologias como o Wi-Fi e o Bluetooth. Veja a patente original.
O 'sistema de comunicação secreto' de Hedy Lamarr permitiu a criação, mais tarde, de tecnologias como o Bluetooth e o Wi-Fi (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)O 'sistema de comunicação secreto' de Hedy Lamarr permitiu a criação, mais tarde, de tecnologias como o Bluetooth e o Wi-Fi (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)
Katharine Burr Blodgett - vidro invisível
O clássico do cinema “E o Vento Levou”, de 1939, levou 10 prêmios Oscar, incluindo o de Melhor Fotografia, já que as imagens, à época, eram consideradas impecáveis. O filme foi o primeiro a utilizar em suas câmeras o “vidro invisível”, criado pela física americana Katharine Blodgett. Sendo a primeira mulher a obter um Ph.D em física pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Blodgett inventou um vidro extremamente fino e com baixíssimos níveis de reflexo e distorção. Com isso, acabou revolucionando as tecnologias de câmera e melhorando significativamente aparelhos como projetores, periscópios submarinos, microscópios, telescópios, entre outros. Veja a patente original.
Katharine Burr Blodgett revolucionou a ciência e o cinema ao criar o 'vidro invisível' (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)Katharine Burr Blodgett revolucionou a ciência e o cinema ao criar o 'vidro invisível' (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)
Letitia Mumford Geer - seringa
Em 2 de abril de 1899, a americana Letitia Geer registrou a patente da primeira seringa para aplicação de substâncias por meio de um pistão, e que podia ser utilizada com apenas uma mão pelo médico. O conceito inventado por Geer facilitou bastante a vida dos profissionais de saúde, e as seringas modernas são inspiradas pelo modelo apresentado pela inventora. O documento que mostra a patente original, registrada no fim do século 19, está disponível online. Veja a patente original.
Letitia Mumford Geer foi a responsável por introduzir o modelo de seringa operada com apenas uma mão (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)Letitia Mumford Geer foi a responsável por introduzir o modelo de seringa operada com apenas uma mão (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)
Marie Van Brittan Brown - sistema de monitoramento doméstico
Natural do bairro do Queens, em Nova York, a inventora afroamericana obteve, em 1969, a patente para o primeiro sistema de vigilância por vídeo para uso doméstico. O sistema funcionava com uma câmera que podia ser remotamente controlada e movida por quatro buracos diferentes, transmitindo as imagens para um monitor dentro de casa. A invenção foi a “mãe” dos sistemas modernos de vigilância doméstica, e a patente também está disponível para consulta. Veja a patente original.
A afroamericana Marie Van Brittan Brown criou o primeiro sistema de vigilância doméstica (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)A afroamericana Marie Van Brittan Brown criou o primeiro sistema de vigilância doméstica (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)
Marion Donovan - fraldas descartáveis
Com dezenas de patentes registradas, a americana foi a responsável pela criação da primeira fralda descartável à prova de líquidos, o que facilitou a vida dos pais que sofriam ao trocar e lavar fraldas de pano. A ideia surgiu ao costurar uma cortina de chuveiro à fralda, o que evitava que a roupa do bebê e o berço ficassem molhados. Além disso, Donavan também foi responsável por substituir os alfinetes (perigosos para as crianças) por lacres de plástico nas fraldas. Veja a patente original.
Insatisfeita com as fraldas de pano, Marion Donovan foi a responsável pelas primeiras fraldas descartáveis à prova d'água (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)Insatisfeita com as fraldas de pano, Marion Donovan foi a responsável pelas primeiras fraldas descartáveis à prova d'água (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)
Mary Anderson - limpador de para-brisa
Dirigir em dias de chuva ou neve só se tornou algo um pouco mais tranquilo depois da invenção do primeiro sistema automático para limpar o para-brisa do carro. A invenção da americana foi registrada em 1903, e permitia que o vidro fosse limpo pelas lâminas, que eram ativadas por dentro do veículo. Veja a patente original.
Mary Anderson foi responsável por criar o primeiro limpador de para-brisa (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)Mary Anderson foi responsável por criar o primeiro limpador de para-brisa (Foto: Wikimedia Commons, Google Patents)
Stephanie Kwolek - kevlar
Filha de imigrantes poloneses, a química americana Stephanie Kwolek foi responsável por criar uma família de fibras sintéticas ultrarresistentes, mas que também eram bastante maleáveis. A tecnologia, batizada de “Kevlar”, foi aplicada a em aviões, pneus, barcos e até raquetes de tênis, no entanto, ficou mais conhecida pelo uso em coletes à prova de balas. Mesmo assim, Kwolek nunca lucrou com suas patentes, já que, à época, elas foram cedidas à empresa na qual a inventora trabalhava. Veja a patente original.
Os polímeros ultrarresistentes criados por Stephanie Kwolek permitiram a criação dos coletes à prova de balas modernos (Foto: Chemical Heritage Foundation. Google Patents)Os polímeros ultrarresistentes criados por Stephanie Kwolek permitiram a criação dos coletes à prova de balas modernos (Foto: Chemical Heritage Foundation. Google Patents)
Tabitha Babbitt - serra circular
Nascida em 1779 na cidade de Hardwick, Massachusetts (EUA), Babbitt é creditada por inventar a primeira serra circular, que permitia cortar madeira muito mais rápido do que o método tradicional, utilizando uma máquina movida à água de um moinho para criar o movimento. A invenção, de 1813, não foi patenteada pela americana, e acabou sendo registrada três anos depois por dois franceses que tiveram acesso aos documentos.
Mesmo creditada pela invenção, Tabitha Babbitt não registrou a patente da serra circular (Foto: Wikimedia Commons)Mesmo creditada pela invenção, Tabitha Babbitt não registrou a patente da serra circular (Foto: Wikimedia Commons)

quarta-feira, 4 de março de 2015


03/03/2015 09h12 - Atualizado em 03/03/2015 09h30

Fotógrafo flagra furão voando de carona em pica-pau

Homem que fez registro acredita que mamífero atacou pássaro, que decolou no susto, levando consigo o passageiro inusitado.

Da BBC
Imagem foi feita em um parque de Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May (Foto: Martin Le-May/BBC)Imagem foi feita em um parque de Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May (Foto: Martin Le-May/BBC)
saiba mais
Esta foto flagra o momento em que um furão pega carona no voo de um pica-pau. A imagem foi feita num parque em Londres pelo fotógrafo amador Martin Le-May.
Ele acredita que o mamífero atacou o pássaro, que decolou no susto, levando consigo o passageiro.
"O pica-pau estava saltitando estranhamente como se estivesse pisando numa superfície quente... O pássaro voou sobre nós e um pouco em nossa direção; de repente, ficou óbvio que ele tinha um pequeno mamífero ns costas e que essa era uma luta pela vida", disse Le-May.
A dupla aterrissou a cerca de 25m do fotógrafo, que disse ter temido pelo pica-pau.
Mas a sua presença pode ter distraído o mamífero predador, que desapareceu na vegetação. O pássaro escapou com vida.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015


28/01/2015 15h52 - Atualizado em 28/01/2015 16h42

Iguana de três caudas é encontrada em sítio no interior do RN

Animal foi achado em uma árvore na tarde desta terça em Lagoa Nova.
Veterinária afirma que anomalia é rara, mas pode acontecer em répteis.

Do G1 RN
Animal foi achado no município de Lagoa Nova na tarde desta terça-feira (27) (Foto: Bárbara Azevedo/G1)Animal foi achado no município de Lagoa Nova na tarde desta terça-feira (27) (Foto: Bárbara Azevedo/G1)
Uma iguana com três caudas foi encontrada na tarde desta terça-feira (27) no município de Lagoa Nova, a 198 quilômetros de Natal. A veterinária Sâmya Felizardo informou que é comum que alguns répteis consigam soltar a cauda para distrair possíveis predadores. As fotos foram enviadas ao G1 pela ferramenta VC no G1.

"Em algumas vezes a iguana não consegue desprender a cauda, fazendo com que ela se regenere e outra nasça. Encontramos com certa frequência a bifurcação. Com três caudas é mais raro, porém pode acontecer", acrescentou a veterinária.

O coordenador de Agricultura da Prefeitura de Lagoa Nova, Wallace Frade explica que o animal foi encontrado no sítio em que sua cunhada, Bárbara Azevedo, mora. A iguana havia sido vista na região há cerca de 20 dias, mas só agora os moradores perceberam a anomalia.

Caudas causaram estranheza em Lagoa Nova, interior do Rio Grande do Norte (Foto: Bárbara Azevedo/G1)Caudas causaram estranheza em Lagoa Nova, interior do Rio Grande do Norte (Foto: Bárbara Azevedo/G1)

28/10/2013 09h23 - Atualizado em 28/10/2013 09h23

Expedição descobre três novas 



espécies de vertebrados



na Austrália


Achados incluem lagartixa com cauda em forma de folha e lagarto dourado.
Região inexplorada do norte do país foi apelidada de 'mundo perdido'.

Da AFP

A lagartixa com cauda em formato de folha é uma das novas espécies descobertas na Austrália. (Foto:  AFP Photo/Conrad Hoskin/James Cook University Queensland)A lagartixa com cauda em formato de folha é uma das novas espécies descobertas na Austrália. (Foto: AFP Photo/Conrad Hoskin/James Cook University Queensland)
Uma expedição para uma região remota do norte da Austrália revelou três novas espécies de vertebrados que permaneceram isoladas por milhões de anos. As descobertas levaram os cientistas a apelidarem a área de "mundo perdido".
O biólogo Conrad Hoskin, da Universidade James Cook, e uma equipe de filmagem daNational Geographic foram levados, de helicóptero, à acidentada região da montanha de Cabo Melville no início deste ano. O grupo ficou impressionado com o que viu.
As descobertas incluem uma lagartixa com rabo que se assemelha a uma folha, um lagarto de cor dourada e um sapo amarelo com manchas marrons. Nenhum deles jamais havia sido visto anteriormente.
"O pico do Cabo Melville é um mundo perdido. Encontrar essas novas espécies lá no alto é a descoberta da minha vida. Ainda estou impressionado e atordoado", disse Hoskin. "Encontrar três vertebrados novos, óbviamente distintos, já seria surpreendente em um local pouco explorado como a Nova Guiné, imagine na Austrália, um país que achamos já ter explorado bem".
Sapo amarelo com manchas marrons também foi descoberto no Cabo Melville. (Foto: AFP Photo/Conrad Hoskin/James Cook University Queensland)Sapo amarelo com manchas marrons também foi
descoberto no Cabo Melville. (Foto: AFP Photo/
Conrad Hoskin/James Cook University Queensland)
A montanha abriga inúmeras rochas de granito do tamanho de carros ou de casas, empilhadas a centenas de metros de altura. Pesquisas anteriores já haviam explorado a base de Cabo Melville, mas o topo permanecia inexplorado.
Entre as descobertas, chamou  a atenção a lagartixa com cauda de folha. Com "aparência primitiva" e comprimento de 20 cm, a espécie tem grandes olhos e um corpo longo e delgado, características muito diferentes de seus parentes. A espécie foi denominada Saltuarius eximius, segundo Hoskin. Os achados foram detalhados na edição mais recente do periódico científico "Zootaxa".
"No momento em que eu vi a lagartixa, sabia que era uma nova espécie. Tudo nela é claramente distinto", disse. Totalmente camuflada, a lagartixa fica imóvel esperando por insetos e aranhas.
O lagarto descoberto pela equipe também se restringe a áreas rochosas da montanha e tem características distintas de outros lagartos conhecidos.
Já a nova espécie de sapo vive, durante as estações secas, nas profundezas dos labirintos de rochas, onde o clima é úmido e ameno, permitindo que as fêmeas botem ovos nas fendas das rochas.
O fotógrafo da National Geographic Tim Laman, que participou da expedição junto com Hoskin, disse estar surpreso de descobrir que ainda existem lugares inexplorados como esse.
"O que é realmente emocionante sobre essa expedição é que em um lugar como a Austrália, que as pessoas pensam ser muito bem explorado, há ainda regiões como Cape Melville, onde há espécies a serem descobertas"
Pesquisador também descobriu lagarto de cor dourada durante expedição no Cabo Melville. (Foto: AFP Photo/Conrad Hoskin/James Cook University Queensland)Pesquisador também descobriu lagarto de cor dourada durante expedição no Cabo Melville. (Foto: AFP Photo/Conrad Hoskin/James Cook University Queensland)