segunda-feira, 23 de junho de 2014


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sexta-feira, 13 de junho de 2014


13/06/2014 17h23 - Atualizado em 13/06/2014 17h23

'Foi extraordinário', 

diz paraplégico que usou

exoesqueleto em abertura

Ao G1, Juliano Pinto conta bastidores do 'chute simbólico' na Copa.
Equipamento transforma força do pensamento em movimentos mecânicos.

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
Juliano Pinto, de 29 anos, que é paraplégico, deu um "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis (Foto: Reginaldo Castro/Estadão Conteúdo)Juliano Pinto, de 29 anos, que é paraplégico, deu um "chute simbólico" em uma bola de futebol na abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, utilizando o exoesqueleto, equipamento desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis (Foto: Reginaldo Castro/Estadão Conteúdo)
Um dia depois de ser protagonista de um experimento científico em plena abertura da Copa do Mundo do Brasil, Juliano Alves Pinto, de 29 anos, ainda comemora a oportunidade de ter sido escolhido para usar o exoesqueleto desenvolvido por um consórcio de pesquisadores, liderado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis.

Nesta quinta-feira (12), na Arena Corinthians, o jovem deu um “chute simbólico” na Brazuca, a bola do Mundial, vestindo o equipamento criado pelo projeto “Andar de Novo”. Segundo os cientistas, a máquina transforma o pensamento em controles mecânicos, recuperando movimentos do corpo que foram paralisados por lesão medular.
Em entrevista ao G1 nesta sexta, por telefone, o jovem de Gália (SP) -- que ficou paraplégico após um acidente de carro -- disse que recomendaria essa experiência a todos e comentou sobre o momento que viveu.
“São sete anos e meio de lesão medular, não tendo o movimento dos membros inferiores. Depois de tudo, poder recuperar o controle deles, mandar no destino dos seus pés para que eles funcionem... O exoesqueleto fez isso de novo para a gente, trazendo os movimentos que perdemos. Posso dizer que é algo extraordinário, que se todo mundo pudesse fazer, iria amar”, explica o voluntário.
Curto tempo de demonstração

Na transmissão oficial, exibida por emissoras em todo o mundo, a cena durou sete segundos. Integrantes do projeto apareceram com o voluntário paraplégico, que estava em pé e já vestia o exoesqueleto. Ele deu um passo com a perna direita e movimentou a bola, recolhida por um menino caracterizado de árbitro de futebol. O momento vinha sendo preparado há anos por Nicolelis e sua equipe.
Em entrevista ao Jornal Nacional nesta quinta, Miguel Nicolelis reclamou do pouco tempo reservado ao chute. “A Fifa nos informou que nós teríamos 29 segundos para realizar um experimento dificílimo. Nunca ninguém fez uma demonstração em 29 segundos de robótica. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Foi um esforço dramático de todas essas pessoas que estão aqui. E nós realizamos em 16”, disse “Pelo visto, a Fifa não estava preparada para filmar um experimento que vai ser histórico”, completou.
Para Juliano, a aparição rápida pode ter sido, sim, um problema de organização da Fifa. Segundo ele, o grupo de pesquisadores cumpriu o cronograma previsto. “Eles tinham dado um certo tempo, mas o roteiro deles se apertou e aí o que foi disponibilizado pra gente fazer foi aquilo. Mas foi sucesso, foi vitória, foi um marco que a gente conseguiu”, explicou.

Segundo o Comitê Organizador da Copa do Mundo, responsável pela cerimônia, o evento aconteceu dentro do tempo previsto e conforme ensaios realizados anteriormente.
Exoesqueleto, copa, abertura, cerimônia, Nicolelis (Foto: Reprodução/TV Globo)Momento em que Juliano Pinto, com o exoesqueleto,
chuta a bola da Copa (Foto: Reprodução/TV Globo)
Treinamento
Juliano disse que treinou durante oito meses para utilizar o exoesqueleto, equipamento que vestiu ao menos cinco vezes antes de dar o pontapé na bola da Copa. Integrante da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), ele e outros sete voluntários foram escolhidos para os testes, sabendo que apenas uma pessoa participaria da demonstração desta quinta.
A irmã de Juliano, Maria Alves Pinto, contou aoG1 que ele ficou sabendo que usaria o exoesqueleto horas antes da apresentação.
“Ele ligou de manhã para contar e disse que não podíamos dizer para ninguém, que era segredo. Agora em todo lugar que eu vou as pessoas perguntam dele e dizem ‘olha que legal’ ou perguntam como foi que ele conseguiu. Estamos muito orgulhosos”, disse ela ao G1.
O jovem teve um acidente de carro há quase oito anos e sofreu paraplegia completa de tronco inferior e membros inferiores. Atualmente, mora com o pai, que é trabalhador rural, e a mãe, Alzira Alves, aposentada de 63 anos. Ela disse ter ficado emocionada ao ver o filho pela televisão. "Chorei bastante. É muita alegria", disse.
Dona Alzira explica que, apesar de o filho não ter os movimentos inferiores, ele é bastante independente, além de ser paratleta. "Ele anda numa cadeira de rodas, mas não depende da gente. Faz academia e ainda participa de competições de atletismo por uma associação de Marília", comentou.
Sobre ficar nervoso no momento em que precisaria movimentar o exoesqueleto, Juliano disse que teve treinamento de autocontrole e afirmou que deve continuar o treinamento com o grupo do "Andar de Novo" até o fim deste ano.
O projeto
Mais de 156 pesquisadores de vários países integraram um consórcio responsável pela investigação científica, encabeçado por Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).
O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada "interface cérebro-máquina", que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a "força do pensamento" seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano (veja abaixo o infográfico que explica o funcionamento do exoesqueleto).
Infográfico - Veja como funciona o exoesqueleto que vai possibilitar que jovem dê pontapé inicial da Copa do Mundo (Foto: Infográfico)


11/06/2014 09h48 - Atualizado em 11/06/2014 21h57

Cratera 'Porta para o inferno' 

atrai turistas em deserto do Turcomenistão

Buraco que 'cospe' fogo tem 70 metros de diâmetro e fica em Karakum. 
Brilho da cratera pode ser visto de longa distância.

Da France Presse
Cratera de fogo atrai turistas a deserto do Turcomenistão (Foto: Igor Sasin/AFP)Cratera de fogo atrai turistas a deserto do Turcomenistão (Foto: Igor Sasin/AFP)







A cratera chamada de 'Porta para o inferno' tem atraído muitos turistas para o deserto de Karakum, no Turcomenistão, na Ásia Central. Com 70 metros de diâmetro, o buraco fica na vila de Derweze, a leste do Mar Cáspio e 260 quilômetros ao norte da capital Achkhabad.
A área tem uma quantidade significativa de petróleo e gás natural. E o "incêndio" começou quando geólogos da ex-União Soviética perfuravam a região, em 1971, para obter gás. O chão sob a plataforma cedeu e abriu o buraco.
Cratera pode ser vista de longe, principalmente durante a noite (Foto: Igor Sasin/AFP)Cratera pode ser vista de longe, principalmente durante a noite (Foto: Igor Sasin/AFP)
O poço de fogo foi o resultado de um erro de cálculo simples por cientistas soviéticos, em 1971. Os geólogos perfuraram uma caverna subterrânea para obter gás.
Temendo que a cratera emitisse gases venenosos, os cientistas tomaram a decisão de colocar fogo, pensando que o gás iria queimar rapidamente. Mas as chamas não acabaram em mais de 40 anos, em um símbolo poderoso das vastas reservas de gás do Turcomenistão. Enquanto isso, visitantes viajam até lá para conferir o fenômeno de perto.
Buraco apareceu em 1971 após ação de geólogos da antiga União Soviética que colocaram fogo nos gases (Foto: Igor Sasin/AFP)Buraco apareceu em 1971 após ação de geólogos da antiga União Soviética que colocaram fogo nos gases (Foto: Igor Sasin/AFP)

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domingo, 8 de junho de 2014


08/06/2014 16h13 - Atualizado em 08/06/2014 16h13

UFRN descobre nova 

espécie de anfíbio no 

bioma da caatinga

Rã foi encontrada em lagoa da Escola Agrícola de Jundiaí, em Macaíba.
Canto de anúncio da nova espécie lembra o som de cavalos trotando.

Do G1 RN

UFRN é responsável pela descoberta da 19ª espécie de anfíbio encontrada no bioma da Caatinga no Nordeste (Foto: Wallacy Medeiros/UFRN)Descoberta é a 19ª espécie de anfíbio encontrada no bioma da caatinga (Foto: Wallacy Medeiros/UFRN)
O Laboratório de Anfíbios e Répteis da Caatinga (LAR) do Departamento de Botânica e Zoologia (DBZ) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) apresentou os resultados da descoberta da 19ª espécie de anfíbio encontrada no bioma da caatinga no Nordeste do Brasil. Os resultados estão em artigo científico publicado na revista eletrônica BioOne, que também contou com a participação de mestrandos do Programa de Pós-graduação em Sistemática da Evolução (PPGSE).
Caracterizada pelo tamanho pequeno, a nova espécie de rã tem canto de anúncio peculiar, que lembra o som de cavalos trotando. Devido a isso, os pesquisadores a batizaram de Pseudopaludicola pocoto. Pseudopaludicola é um gênero que compreendia, antes dessa descoberta, 18 espécies de pequenas rãs que predominam na América do Sul, ocorrendo desde o norte da Argentina à Venezuela – leste dos Andes.

Em meio a pesquisas que visavam o levantamento de oito unidades de conservação dentro do bioma da caatinga, Felipe Medeiros, aluno do mestrado em Sistemática da Evolução e principal autor do artigo, encontrou duas espécies de anfíbios na lagoa da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), em Macaíba, na Grande Natal. Na ocasião, foram coletadas larvas de uma espécie e, da outra, gravados cantos diferentes dos já conhecidos pelos especialistas. Felipe acreditou que esta última fosse desconhecida.

Com a suspeita da descoberta de uma nova espécie, os pesquisadores partiram para a pesquisa na literatura e conversas com colegas da área. Assim, descobriu-se que um grupo de estudiosos de outras universidades do país havia chegado às mesmas conclusões. A partir disso, Felipe Medeiros, seu orientador, o professor Adrian Garda, do Departamento de Botânica, Zoologia, e os demais estudantes e bolsistas ligados ao projeto descreveram a nova espécie.

Esse trabalho foi realizado em conjunto com os professores Célio Haddad, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), e Marcelo Nogueira, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), além de Daniel Loebmann, então mestrando e, atualmente, professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Ao longo de três anos de pesquisa, foram gravados e analisados os cantos de nove espécimes em três estados da região Nordeste. No Rio Grande do Norte, foram coletadas larvas de duas espécies de anfíbios em uma lagoa da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), em Macaíba, e na Unidade de Conservação do Seridó, em Serra Negra. Por sua vez, na Paraíba, verificou-se a presença da espécie nos municípios de Serra de Santa Catarina, Aguiar e Patos. Já no Ceará, encontraram-se exemplares nos municípios de Fortaleza, Nova Russa, Santa Quitéria, Morada Nova e Missão Velha. A nova espécie foi descrita também na reserva do Patrimônio Nacional Maurício Dantas, no município de Betânia, Pernambuco, onde foi identificada como Pseudopaludicola sp2.
Caracterizada pelo tamanho pequeno, a nova espécie de rã tem canto de anúncio peculiar (Foto: Wallacy Medeiros/UFRN)Caracterizada pelo tamanho pequeno, nova espécie
tem canto peculiar (Foto: Wallacy Medeiros/UFRN)
Destaque
A pesquisa dá ênfase à análise do canto de anúncio da nova espécie de anfíbios, que são sapos bem pequenos, de hábitos noturnos e ampla distribuição na caatinga. Adrian Garda explica que o canto é importante, pois, aos olhos dos leigos, não há como distinguir duas espécies, mas a diferença é percebida pelo ouvir do canto, o que tem influência, inclusive, na reprodução dos anfíbios. “Os machos cantam para atrair as fêmeas e elas só reconhecem os da sua espécie. Ou seja, cada uma canta de um jeito diferente”, acrescenta.

Descobertas como a da Pseudopaludicola pocoto mostram que se conhece pouco da fauna de anfíbios presentes no Rio Grande do Norte, segundo o professor Adrian. A primeira lista de catalogação científica, com 32 espécies diferentes, foi publicada para a Escola Agrícola de Jundiaí, em 2013. Mas também há relatos sobre a existência desse bicho típico da caatinga no estado de Minas Gerais.

“A biodiversidade está indo embora muito rápido e não temos tempo suficiente para descrevê-la e nem gente para trabalhar. Por isso, espécies desaparecem e não tomamos conhecimento da existência delas. Por sorte, fizemos esse registro em duas Unidades de Conservação Ambiental, nas estações ecológicas do Seridó, no Rio Grande do Norte, e de Aiuaba, no Ceará.”, conta Garda.

09/01/2014 12h21 - Atualizado em 09/01/2014 12h47

Pesquisadores da UFRN



descobrem espécie de 



peixe no sertão 




potiguar


Parotocinclus seridoensis é uma espécie endêmica do rio Piranhas-Açu.
Artigo foi publicado na revista Neotropical Ichtyology, especializada na área.

Arthur BarbalhoDo G1 RN

Espécie Paratocinclus seridoensis foi descoberta na bacia do rio Piranhas-Açu (Foto: Reprodução/Neotropical Ichtyology)Espécie foi descoberta na bacia do rio Piranhas-Açu
(Foto: Reprodução/Neotropical Ichtyology)
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram a descoberta de uma nova espécie de peixe na bacia do rio Piranhas-Açu, na região Seridó do estado, e parte da Paraíba. De acordo com a pesquisa coordenada pelo professor Sérgio Maia Queiroz Lima, da UFRN, o Parotocinclus seridoensis foi identificado como uma espécie endêmica (que só existe nessa região). O artigo foi publicado no último dia 27 de dezembro na revista Neotropical Ichtyology, especializada na abordagem de assuntos sobre peixes de regiões neotropicais (veja aquio artigo).
Cerca de 20 pessoas participaram do projeto. Colaboraram também o professor Heraldo Antonio Britski, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), o pesquisador Telton Ramos, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), o pesquisador em ictiologia (ramo da biologia que estuda os peixes) Heraldo Antonio Britski, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), e o então aluno de graduação da UFRN, Luciano Barros Filho. A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ao G1, Luciano explicou que a pesquisa aconteceu no período de um ano, entre 2012 e 2013. "Começamos as pesquisa ainda em 2012. O objetivo era fazer um levantamento das espécies existentes nas bacias que farão parte da transposição do rio São Francisco, dentre elas, a do Piranhas-Açu", contou.
O pesquisador explicou que o Parotocinclus seridoensis foi encontrado em boa parte do leito do Piranhas-Açu, com maior concentração no alto da bacia, em uma região que fica no município de Caicó, na região Seridó do RN. "Fazíamos coletas em toda a bacia. Com a pesquisa constatamos que a espécie é endêmica da região, o que já pode colocá-la na lista daquelas que estão ameaçadas de extinção já em 2014", disse Luciano.
Paratocinclus seridoensis é encontrado no Rio Grande do Norte e na Paraíba (Foto: Reprodução/Neotropical Ichtyology)Paratocinclus seridoensis é encontrado no Rio Grande do Norte e na Paraíba (Foto: Reprodução/Neotropical Ichtyology)
De acordo com Luciano, a pesquisa é importante pois a região onde a nova espécie foi descoberta ainda é pouco conhecida. "É uma região que foi pouco estudada e que ainda pode ter outras espécies em situação semelhante. Precisamos estudar mais essas bacias hidrográficas", falou o pesquisador.
Rio onde espécie foi decoberta fica na região Seridó do RN (Foto: Reprodução/Neotropical Ichtyology)Rio onde espécie foi decoberta fica na região Seridó do RN (Foto: Reprodução/Neotropical Ichtyology)

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